'Aguçar a imaginação e o sentimento de pertencimento e amor pelo Amapá', diz governador Clécio no translado do avião Bandeirante pelas ruas de Macapá
Alunos e população acompanham passagem da aeronave em um percurso que conecta memória, história e identidade entre antigas e novas gerações.
Um avião nas ruas de Macapá em 2026. Não é uma volta no tempo, mas um resgate histórico da identidade do Amapá. Assim avaliou o governador Clécio Luís o translado da aeronave Bandeirante, responsável por mais de 200 missões governamentais entre 1979 e 1998, que “decolou” por terra nesta quinta-feira, 21, do Hangar do Governo e “pousou” no Parque Residência, onde passará a integrar o acervo histórico e cultural do local.
“É algo tão importante que já se tornou um fato histórico. A criançada que viu adorou. E é isso que nós queremos: aguçar a criatividade, a imaginação e o sentimento amapaense, esse sentimento de pertencimento e amor pelo Amapá. Tudo isso será contado pelo avião, pelo vagão da Icomi, pela residência e pelos objetos que compõem esse espaço, reunindo histórias desde a década de 1940 até os dias atuais”, enfatizou Clécio Luís.



Enquanto para os mais jovens o sentimento foi de entusiasmo, para os mais velhos a experiência foi marcada pela nostalgia. O professor e coronel da Polícia Militar do Amapá, Armando Alves Júnior, que foi ajudante de ordens do ex-governador Aníbal Barcelos entre 1987 e 1990, relembrou sua trajetória a bordo da aeronave Bandeirante, na qual participou de diversas missões dentro do Amapá e em outras regiões do Brasil em apoio ao desenvolvimento do estado.
Dos céus do Amapá à memória no chão
O avião Bandeirante chegou ao Amapá em 1981, incorporado ao serviço aéreo do então Território Federal do Amapá. A aeronave foi adquirida por meio de doação, em uma articulação institucional junto ao Ministério do Interior, representado por Mário Andreazza, e pelo governador do Território, Aníbal Barcelos.
Produzido pela EMBRAER, o Bandeirante é um turboélice bimotor. No Amapá, recebeu o prefixo FDL (Fox Delta Lima), possui envergadura de 14 metros e fuselagem de 22 metros. Por ser uma versão executiva, comporta dois pilotos e apenas sete passageiros. A aeronave foi amplamente utilizada em missões administrativas e de apoio à saúde no interior do estado até seu último voo, no fim da década de 90.